SEMINÁRIO DE ARBITRAGEM EM XADREZ 01/2019 – PARTE 1

SEMINÁRIO DE ARBITRAGEM EM XADREZ 01/2019 – PARTE 1

Maio 23, 2019 1 Por CLAUBER MARTINS

HISTÓRIA DAS LEIS DO XADREZ

A FIDE foi fundada em Paris em 20 de Julho 1924 e um dos seus principais programas era unificar as regras do jogo. As primeiras regras oficiais de xadrez tinha sido publicado em 1929 em francês. Em 1952, se publicou uma atualização da lei (de novo em francês) com as alterações da Assembléia Geral da FIDE.

Depois de mais uma edição em 1966 com comentários às leis, finalmente, em 1974, o Comitê Permanente das Leis publicou a primeira edição de Inglês com novas interpretações e alterações. Nos últimos anos, o Comitê Permanente das Leis fez mais algumas alterações, com base em experiências em competições.

A última grande mudança foi feita em 1997, quando as Leis do Xadrez “mais ou menos” atuais foram elaborados e dividida em três partes: As Regras Básicas do Jogo, As Regras de Competição e os Apêndices.

Em 2016, as Leis do Xadrez foram divididas em cinco partes: as Regras Básicas de Jogo, as Regras de Competição, Os Apêndices, as Diretrizes e o Glossário de Termos das Leis do Xadrez.

A primeira parte – os artigos 1 à 5 – É importante para qualquer um que joga xadrez, incluindo as regras básicas que necessita conhecer todo aquele que queira jogar o XADREZ.

Na segunda parte – os artigos 6 à 12 – é principalmente válida para os torneios de xadrez.

Na terceira parte das Leis do Xadrez há alguns apêndices para partidas Rápidas e partidas Relâmpago, a Notação Algébrica das partidas e as regras para jogar com pessoas cegas e com baixa visão.

Na quarta parte incluem as diretrizes das partidas não jogadas, para o Xadrez 960 e partidas sem incremento, incluindo finais com queda de seta.

Na quinta parte inclui o Glossário de Termos das Leis do Xadrez. 

Desde 1997, a Comissão da Leis da FIDE (RC) faz alterações às Leis do Xadrez apenas a cada quatro anos, estas alterações entram em vigor no dia 1 de Julho do ano seguinte da decisão.

Vamos terminar a história com os prólogos das Leis do Xadrez 1958 e 1974 (em espanhol).
1958 “OBSERVACIONES GENERALES. Las Leyes del Ajedrez ni pueden, ni deben, regular todas las posibles situaciones que puedan surgir durante una partida, ni pueden regular todos los aspectos organizativos. En la mayoría de los casos no regulados con precisión por un Artículo de las Leyes, se debería poder alcanzar una decisión correcta aplicando resoluciones análogas a situaciones de naturaleza similar. Una normativa demasiado detallada privaría al árbitro de su libertad de criterio y le impediría encontrar la solución a través de la justicia y compatible con las circunstancias de cada caso particular, ya que no se pueden prever todas las posibilidades.”

1974 “INTERPRETACIONES DE LA FIDE. Durante los últimos años, la Comisión ha sido más o menos desbordada por un creciente número de propuestas y preguntas. Esto, en sí, es bueno. Sin embargo, hay una marcada tendencia en dichas preguntas y propuestas para aportar mayor refinamiento y detalle a las Leyes del Ajedrez. Claramente, la intención es conseguir unas instrucciones cada vez más detalladas sobre “cómo actuar en tal o cual caso”. Esto puede ser beneficioso para un cierto tipo de árbitro, pero al mismo tiempo puede ser un problema para otro tipo, generalmente el mejor, de árbitro. La Comisión en su conjunto adopta la posición firme de que las Leyes del Ajedrez deben ser tan cortas y tan claras como sea posible. La Comisión cree firmemente que los pequeños detalles deben dejarse a discreción del árbitro. Cada árbitro debe tener la oportunidad, en caso de conflicto, de considerar todos los factores de la situación y no debería estar limitado por sub-normativas demasiado detalladas que podrían no ser aplicables al caso en cuestión. Según la Comisión, las Leyes del Ajedrez deben ser cortas y claras y deben dejar suficiente margen al árbitro para tratar casos excepcionales o inusuales. Las Comisiones apelan a todas las federaciones a aceptar este criterio, que, en términos generales, es en interés de los cientos de miles de jugadores de ajedrez, así como de los árbitros. Si alguna federación de ajedrez quiere introducir más reglas más detalladas, es perfectamente libre de hacerlo, siempre y cuando:

a) éstas no contradigan en modo alguno las reglas oficiales de la FIDE;
b) éstas se limitan al territorio de la federación en cuestión; y
c) éstas no sean válidas para ningún torneo FIDE jugado en el territorio de la federación en cuestión.”